sábado, 19 de agosto de 2017

Exorcista fala sobre “Annabelle 2”, suas imprecisões e a ação real do demônio

   
REDAÇÃO CENTRAL, 17 Ago. 17 / 07:00 pm (ACI).- No dia 11 de agosto, estreou em vários países da América o filme de terror e de suspense “Annabelle: Creation”, o qual revive temas como a possessão e a infestação demoníaca. Por isso, um exorcista decidiu apresentar o seu ponto de vista sobre o filme, advertindo algumas imprecisões cometidas e sobre a ação real do demônio.
Dirigido por David F. Sandberg, “Annabelle: Creation” é na verdade uma pré-sequência do conhecido “Annabelle”, de 2014, que é em si mesmo uma pré-sequência de “A invocação do mal” (2013) e “A invocação do mal 2” (2016).
O filme é baseado em um caso real que conta a história da infestação demoníaca (quando o demônio possui um lugar e objetos) de uma boneca misteriosa chamada Annabelle, que coloca o seu olhar em umas meninas órfãs hospedadas na casa do fabricante de bonecas Samuel Mullins e da sua esposa Esther. O casal havia perdido há 12 anos a sua pequena filha Bee em um trágico acidente de carro.
Em entrevista de Kathy Schiffer ao National Catholic Register, o sacerdote e exorcista, Pe. Robert, indicou que depois de ter visto todos os filmes anteriores, concordou que “Annabelle: Creation” foi, em grande parte, fiel aos ensinamentos da Igreja Católica em relação a possessão a ao exorcismo, entretanto, também encontrou algumas imprecisões.
O sacerdote pediu expressamente durante a entrevista que não publicassem o seu nome completo nem a sua localização, devido ao seu ministério. Seu trabalho é baseado na formação de sacerdotes católicos no Instituto de Exorcismo para a América do Vaticano, onde se aprendem os segredos deste rito antigo.
Segundo o Pe. Robert, os escritores do filme “fizeram a seu dever” e compreenderam que o demônio só podia entrar na casa dos Mullins se fosse convidado por eles.
Por sua parte, Miranda Otto, que interpreta Esther no filme, explicou que, “como a maioria dos pais, eles também estavam devastados. Mas, ao contrário da maioria, eles decidiram que fariam qualquer coisa para ter a sua filha de volta. Simplesmente, rezavam, invocando qualquer tipo de poder que lhes permitissem ver ou sentir a sua presença. Mas, ao fazê-lo, invocaram certos espíritos que não são do tipo que gostariam de receber em sua casa”.
Doze anos depois do trágico acidente, os pais que estavam de luto procuravam consolo quando abriram as portas da sua casa para a Irmã Charlotte e para várias meninas de um orfanato que havia sido fechado. Uma das meninas olhou para o armário e viu a boneca possuída, Annabelle, a boneca olha para as meninas e começa uma tormenta de terror.
Para confirmar a ação do demônio na casa dos Mullins, Pe. Robert recordou dois casos que conheceu pessoalmente. Em ambos, duas mulheres jovens, sem perceber a gravidade do seu pedido, convidaram a “qualquer ser espiritual” para ajudá-las. Consequentemente, manifestaram sintomas de possessão demoníaca e requereram um exorcismo.
Algumas imprecisões do filme (advertência de spoiler)
Pe. Robert e Schiffer concordaram que “Annabelle: Creation” foi, em grande parte, fiel ao entendimento católico de exorcismo, entretanto, alertaram sobre algumas imprecisões:
1. Uma freira que confessava?
Há uma cena na qual a Irmã Charlotte, interpretada por Stephanie Sigman, escutava uma espécie de confissão de uma das crianças que estavam sob a sua responsabilidade. Claro que houve diferenças entre a confissão regular realizada por um sacerdote: a Irmã e a menina se sentaram uma de costas para a outra, não em um confessionário.
Mas o conceito de confissão foi renovado quando a irmã Charlotte disse: “Bem, como penitência...”. Durante o filme, Padre Robert considerou muito improvável que uma irmã se colocasse na posição de aparecer para realizar uma função sacramental que requer um sacerdote.
2. A Irmã Charlotte usava um hábito religioso contemporâneo
Em relação ao estilo das roupas, dos carros clássicos e da granja vitoriana, parece que “Annabelle: Creation” acontece no século XX. Entretanto, a Irmã Charlotte usa um hábito religioso que parece ser contemporâneo.
Tanto o diretor David Sandberg como a atriz Stephanie Sigman (Irmã Charlotte) disseram em uma entrevista que tinham visto fotos de religiosas com diferentes hábitos e escolheram uma roupa simples que tornaria mais fácil interpretar a personagem.
3. Disposição do objeto infestado
Em “Annabelle: Creation”, dois sacerdotes visitam a casa para abençoar a boneca Annabelle e para aspergir com água benta antes dela ser escondida em um armário.
Padre Robert tinha certeza de que um exorcista nunca deixaria um objeto infestado lá intacto para ser encontrado por alguém no futuro: “Você tem que tirar a maldição do objeto. Poderia queimá-lo ou desmontá-lo”, indicou.
4. A cena do espantalho e do diabo-da-tasmânia
A cena na qual um espantalho foi infestado por um espírito maligno e se moveu da sua posição original pareceu improvável, disse Padre Robert. Do mesmo modo, não estava convencido quando o demônio começou a crescer e assumiu uma semelhança física de um “diabo-da-tasmânia”.
5. Uma possessão demoníaca sem permissão do demônio
Em uma cena, um menino é possuído quando está na presença de um demônio que se manifesta como uma menina. Padre Robert rechaçou a ideia de que um espírito maligno pudesse habitar no corpo de uma criança, pois, como explicou anteriormente, um espírito maligno somente entrará em uma pessoa se for convidado.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Eutanásia, distanásia e ortotanásia: o que são e quais as diferenças?

Eutanásia, Distanásia, Ortotanásia

E qual é o caso do bebê Charlie Gard?
Instagram/Charlie's fight

Então não estamos diante de um caso de distanásia?
Por uma cultura de vida!

A palavra grega “thánatos”, que quer dizer “morte”, está na raiz de três conceitos muito importantes da bioética: eutanásia, distanásia e ortotanásia.
São João Paulo II comenta no parágrafo 65 da sua carta encíclica “Evangelium Vitae” (“O Evangelho da Vida”): a eutanásia é “uma ação ou omissão que, pela sua natureza e nas suas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento”.
Importante observar que a eutanásia nem sempre é ativa: ela também pode ser praticada por omissão — ou seja, por deixar de fazer algo que, nas circunstâncias em questão, seria moralmente obrigatório.
A eutanásia, portanto, também é praticada quando se negam determinados cuidados médicos sem os quais se sabe que o doente vai morrer. Este foi o caso da norte-americana Terri Schiavo. Ela estava em Estado Vegetativo Permanente até que, em 2005, seu marido conseguiu na Justiça uma ordem para que o hospital interrompesse a sua hidratação e nutrição artificiais. Que se saiba, Terri não recebeu nenhuma substância que acelerasse a sua morte; mesmo assim, ela sofreu eutanásia: após uma longa agonia, morreu de fome e de sede. O caso teve grande repercussão mundial.
Além da forma (comissiva ou omissiva), a eutanásia se caracteriza também pelas intenções: o que formalmente a configura é a intenção de provocar a morte de outra pessoa com o objetivo de eliminar o sofrimento dela (cf. EV 56). O que diferencia a eutanásia dos outros casos de mortes provocadas é a intenção, aparentemente boa, de acabar com o sofrimento do paciente – mas provocar a morte de alguém é sempre uma forma de assassinato, inclusive quando se trata de um assassinato “dentro da lei”, como podem ser os casos do aborto, da pena de morte e da própria eutanásia.
Uma espécie de “extremo oposto” da eutanásia é a distanásia, também chamada de “obstinação terapêutica”. Ela consiste em querer manter um paciente vivo a qualquer custo, teimosamente, recorrendo a meios desproporcionados e inúteis, quando já não há mais nenhuma perspectiva viável de reversão do gravíssimo quadro do paciente. Importante: não estamos falando de um caso em que ainda existam chances, por mais remotas que sejam, mas sim dos casos em que simplesmente não há mais nada a ser feito e, mesmo assim, insiste-se em tentar manter o doente vivo a todo custo.
É o que acontece quando simplesmente se aceita, com realismo e sensatez, o estado terminal do paciente, reconhecendo-se que as capacidades humanas não são mais capazes de impedir a iminência da morte. A ortotanásia, portanto, se recusa a cair na obstinação terapêutica (distanásia), mas também se recusa a intervir por ação ou omissão a fim de acelerar a morte do paciente (eutanásia).
Tanto a distanásia (negar-se a aceitar a morte com serenidade e sensatez) quanto a eutanásia (provocar a morte propositalmente, ainda que com a alegada boa intenção de eliminar o sofrimento do doente) são pecados: a distanásia é uma forma de desespero, que é falta de confiança em Deus, e a eutanásia é uma forma de assassinato, porque causa diretamente a morte de outro. A atitude moralmente exigível do ser humano é a de defender a vida até a última chance, e, ao mesmo tempo, a de aceitar a morte com sensatez quando ela se mostra inevitável: portanto, sem causá-la e sem lutar desproporcionadamente contra ela.
Charlie Gard é um bebê inglês que sofre de uma miopatia mitocondrial, doença raríssima que se agrava rapidamente e para a qual não se conhece hoje a cura. Os médicos do Great Ormond Street Hospital de Londres, onde Charlie está internado, alegam que não há mais nada a ser feito: eles querem desligar os aparelhos de respiração, nutrição e hidratação artificiais que mantêm o bebê vivo.
Mas, embora não haja nenhuma certeza de cura, existe nos Estados Unidos um tratamento experimental. As chances de resultado positivo são mínimas – mas existem. Os pais de Charlie, Connie e Chris, conseguiram arrecadar cerca de 1,3 milhão de libras junto a doadores voluntários via internet para custear o tratamento nos EUA, mas o hospital de Londres não quer liberar a criança: os médicos ingleses consideram que, no atual estado de Charlie, quaisquer intervenções terapêuticas serão desproporcionadas.
Acontece que os pais do bebê querem tentar o tratamento experimental norte-americano. O caso foi levado ao judiciário, mas um juiz britânico decidiu que o hospital deve desligar os aparelhos. Os pais de Charlie recorreram à corte britânica de apelações, à Suprema Corte britânica e à Corte Europeia de Direitos Humanos: em todos os casos, eles perderam a batalha judicial, um fato em si mesmo extremamente preocupante por configurar o sinistro precedente de um Estado que se arroga o suposto “direito” de determinar a vida e a morte dos seus cidadãos independentemente da vontade e dos recursos próprios desses cidadãos. Uma crítica a esta postura inaceitável da autoproclamada “justiça” pode ser lida neste outro artigo:
A postura dos médicos envolvidos na “decisão” também é moralmente inaceitável: há uma diferença muito grande entre o médico que não deseja realizar um tratamento por julgá-lo desproporcionado e o médico que resolve não deixar mais ninguém realizar uma terapia por não concordar com ela.
Nem sequer se pode falar propriamente em “impasse”: haveria um impasse caso estivéssemos diante de duas posições igualmente razoáveis. No caso de Charlie, há um pai e uma mãe querendo levar seu próprio bebê para ser tratado e há um hospital londrino querendo obrigar uma criança a ser morta por omissão de recursos cruciais para a sua sobrevivência. Isto não é um impasse propriamente dito: é mera violência e crime, e um crime do qual a “justiça” não apenas é cúmplice consciente, mas impositora totalitária.
Não é possível afirmar que a vontade dos pais seja “desproporcionada” – e, mesmo que fosse, o Estado não deve nem pode se intrometer. O Estado, em sua obrigação básica de defender a vida dos seus cidadãos, poderia e deveria manifestar-se caso a família quisesse praticar a eutanásia; mas não deve nem pode impedir uma família de lutar pela vida de um filho nem sequer num caso de distanásia – que dirá neste caso, que não pode ser taxativamente qualificado como distanásia porque ainda existe uma chance de tratamento. Os poderes públicos são legítimos para impedir a morte dos indivíduos; jamais serão legítimos para impo-la contra a vontade expressa dos familiares do doente atingido por tal intromissão.
Não.
Estamos diante de um caso em que existe um tratamento alternativo disponível, que os pais do bebê doente desejam tentar e para o qual eles já dispõem de recursos. É um caso de legítima luta pela vida de um filho. A Congregação para a Doutrina da Fé afirma explicitamente que, entre os meios terapêuticos legítimos e proporcionados, está o recurso às terapias experimentais quando não existem outros meios conhecidos de se obter a cura:
“Se não há outros remédios, é lícito recorrer aos meios de que dispõe a medicina mais avançada, mesmo que eles estejam ainda em fase experimental e a sua aplicação não seja isenta de alguns riscos. Ao aceitá-los, o doente poderá também dar provas de generosidade a serviço da humanidade” (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, “Declaração sobre a eutanásia”, Cap. IV — O uso proporcionado dos meios terapêuticos).
Se for imposta a decisão ilegítima de desligar os aparelhos de Charlie à revelia da vontade de seus pais, estaremos diante de um caso de assassinato. Poderia ser considerado um caso de eutanásia por conta da alegação de suposto interesse em eliminar o sofrimento de Charlie, mas nem sequer há consenso quanto a tal sofrimento.
E por que a decisão judicial é ilegítima? Na verdade, ela é duplamente ilegítima. Primeiro, porque, ainda que fosse um caso de distanásia, não cabe jamais ao Estado impedir os particulares de praticá-la; segundo, porque realmente não há consenso suficiente para afirmar que a manutenção dos aparelhos de Charlie configura de fato distanásia, sabendo-se, como se sabe, que existe uma alternativa de tratamento, por mais remotas que sejam as suas chances de sucesso.
Um mundo melhor é aquele onde a vida humana é reconhecida como sagrada: onde os pais têm direito de lutar pela vida de seus filhos mesmo contra as cortes do mundo inteiro; onde os hospitais são lugares em que se busca o restabelecimento do corpo e não uma morte ideologicamente imposta como “digna”.
Independente do que ocorra, Charlie Gard já é um herói. Em seus frágeis meses de uma vida que insiste em resistir, ele já fez mais do que milhões de pessoas que tentam há anos fazer deste mundo um lugar melhor. O pequeno grande Charlie está mobilizando multidões que querem a cultura da vida triunfando sobre a cultura do descarte. Obrigado, grande Charlie – e vamos continuar lutando juntos!
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Adaptado de artigo original de Jorge Ferraz em Deus lo vult!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Roubam sacrário e profanam Eucaristia em igreja dedicada a Santa Rosa de Lima

    CARACAS, 27 Jun. 17 / 04:10 pm (ACI).- Na madrugada da segunda-feira, 26 de junho, sujeitos desconhecidos profanaram e roubaram a Eucaristia da Igreja de Santa Rosa de Lima em Caracas (Venezuela) e destruíram um altar onde a Virgem Maria era venerada.
O incidente ocorreu por volta das 3h, quando os delinquentes entraram pelo teto da Igreja administrada pela Ordem dominicana. Imediatamente, roubaram o Sacrário que continha duas âmbulas com hóstias consagradas e um porta viático com uma hóstia grande usado na procissão de Corpus Christi.
Em seguida, destruíram o lado de dentro da capela dedicada à Virgem de Chapi, vasculharam as gavetas e roubaram um colar com a imagem da Mãe de Deus.
Em declarações ao Grupo ACI, o vigário do templo, Pe. Oswaldo Montilla, agradeceu a Deus que por terem “encontrado o sacrário no telhado da igreja, apesar de estar bastante danificado”. Entretanto, lamentou que ainda não haja nenhum “sinal das hóstias nem das ambulas”.
”Isto foi denunciado à polícia e eles vieram durante a manhã. Tiraram as impressões digitais que ficaram impressas em um espelho para fazer as investigações e estamos esperando que o Bispo Auxiliar de Caracas realize o ato de desagravo”, explicou o sacerdote.
Por sua parte, indicou que sente “muita pena” dos ladrões, “porque se eles realmente soubessem o que eles fizeram, eles não ousariam fazer isso novamente”.
“Acho que isso acontece devido a uma grande ignorância dessas pessoas, que não são conscientes da importância e do valor da Sagrada Eucaristia”, acrescentou o sacerdote que, além disso, agradeceu pela solidariedade de seus paroquianos.
“A Irmandade do Santíssimo está muito chocada, mas acho que não podemos desanimar. Devemos pedir ao Senhor na oração para que essas coisas não aconteçam novamente”, afirmou o Pe. Montilla.
Além disso, assinalou que deseja convidar os fiéis a pedir “perdão em nome deles”.
“Espero que isso nos una mais como uma comunidade cristã, porque nas adversidades está a união e força de todos”, acrescentou.
Por sua parte, Dom Tulio Ramirez Padilla, Bispo Auxiliar de Caracas, indicou que a Missa de desagravo será celebrada hoje, às 18h.
O Prelado se dirigiu às autoridades para pedir pela proteção das suas instalações: “Nossas igrejas são sagradas, nós atendemos os mais necessitados”.
“Chega de tantos roubos sacrílegos e profanações em nossos templos. Uno-me aos sacerdotes dominicanos da Paróquia Santa Rosa de Lima e lamento profundamente este ato de profanação ao Santíssimo Sacramento. Chega de roubos e profanações”, concluiu.
Fonte: http://www.acidigital.com

terça-feira, 27 de junho de 2017

O milagre que levou a casa da Virgem Maria de Nazaré para Loreto


O fenômeno jamais pôde ser explicado pelos cientistas que o estudaram

Nossa Senhora de Loreto é uma devoção mariana que surgiu a partir do relato do milagroso traslado da casa em que viveu a Virgem Maria em Nazaré.
Casinha pequena feita de pedras, ela tinha se tornado uma relíquia protegida pelos católicos na Terra Santa. Sob aquele teto, afinal, “o anjo do Senhor tinha anunciado a Maria e ela concebera do Espírito Santo“. Tinha sido lá que São José ensinou a Jesus o seu ofício de carpinteiro; era lá que Jesus “crescia em estatura, sabedoria e graça diante do Senhor“; era lá que a Família de Nazaré vivia em amor e felicidade.

Séculos depois, em 1291, época de grande expansão islâmica e antes da chegada dos muçulmanos a Nazaré, a casa da Sagrada Família desapareceu inexplicavelmente e, tão inexplicavelmente quanto, apareceu na cidade de Tersatz, na antiga Dalmácia, região dos Bálcãs correspondente hoje a territórios da Croácia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro.

O padre local, que estava muito doente e ficara curado por milagre, foi agraciado com uma visão de Nossa Senhora em que ela própria afirmava: “Esta é a casa onde Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo e onde a Sagrada Família morou em Nazaré“.

Sim: a casa da Sagrada Família fora transportada inteira, de Nazaré para Tersatz, sem ser demolida.

O povo começou a fazer peregrinações e a obter graças e milagres. O governador local, embora impressionado com o fato, enviou quatro estudiosos à Terra Santa para confirmarem se aquela era mesmo a verdadeira casa de Nossa Senhora.

Em Nazaré, os enviados só encontraram os alicerces da casa e o espanto dos nazarenos com o seu desaparecimento. Os alicerces tinham as mesmas medidas dos que haviam aparecido em Tersatz e são conservados até hoje na Basílica da Anunciação, em Nazaré.

Quanto à casa que aparecera em Tersatz, ela estava intacta e sem sinais de ter sido desmontada e reconstruída.

Após pouco mais de três anos, ocorreu um novo milagre: em 10 de dezembro de 1294, a casa da Virgem Maria foi elevada por sobre o mar Mediterrâneo e levada para os bosques de Loreto, em Recanati, na Itália.

Os fiéis se lembraram então de uma profecia de São Francisco de Assis: “Loreto será um dos locais mais sagrados do mundo. Lá será construída uma Basílica em honra a Nossa Senhora de Loreto“. De fato, a basílica erguida em volta da casa se tornou um dos maiores santuários da Europa.

A pedido da Igreja, vários estudos foram realizados por engenheiros, arquitetos, físicos, historiadores e estudiosos, que, quanto mais analisam o caso, mais comprovam o caráter inexplicável do surgimento dessa casa:

1. Ela se ergue do solo sem nenhuma base de sustentação e é possível passar uma barra de ferro por baixo dela sem qualquer impedimento.

2. As pedras da construção não existem na Itália: somente na região de Nazaré, na Terra Santa.

3. Sua porta é de cedro, madeira que também não existe na Itália, mas é encontrada na Palestina.

4. As pedras das paredes foram levantadas com uma espécie de cimento feito de sulfato de cálcio e pó de carvão, mistura usada na Palestina dos tempo de Jesus, mas desconhecida na Itália quando a casa surgiu em Loreto.

5. As medidas da casa correspondem perfeitamente às da base que permaneceu em Nazaré.

6. A casa, pequena e simples, segue o estilo nazareno da época de Jesus.

O fenômeno do aparecimento da casa de Nossa Senhora em Loreto nunca foi explicado pelos cientistas que o estudaram.

Fonte: www.pt.aleteia.org

domingo, 25 de junho de 2017

Deixou a bruxaria, voltou à fé e com oração ajudou sua filha dependente química


Lima, 19 Jun. 17 / 04:00 pm (ACI).- Patricia Sandoval, uma ativista pró-vida mexicana que abortou três vezes e trabalhou para a multinacional abortista Planned Parenthood, contou durante o II Congresso Internacional “Hacia el amor verdadeiro” (“Ao amor verdadeiro”), realizado em Lima (Peru), como sua mãe deixou a bruxaria, voltou à fé católica e rezou durante anos pela sua conversão.
Sandoval contou, no dia 11 de junho, que durante a sua infância a sua casa era “uma feira de bruxas” e que a sua mãe a incentivava a realizar práticas esotéricas, como o alinhamento dos chakras. “Nós participávamos de conferências de bruxos”, relatou.
A ativista pró-vida, cujos pais emigraram do México aos Estados Unidos, contou que quando era pequena, “na minha casa não reinava Jesus Cristo, reinava o demônio”, inclusive “a minha mãe chegou a acreditar que Jesus Cristo era um extraterrestre”.
Sua mãe, compartilhou Sandoval, também era uma mulher vaidosa e repetia constantemente que, “se você não é nem jovem nem bonita, não vale nada na vida”.
Sandoval disse que a sua mãe nunca falou sobre a importância da castidade nem de respeitar o seu corpo. Em vez disso, dizia: “O dia que você decidir ter relações sexuais, use camisinha. Seja responsável, não seja burra”.
Quando a ativista tinha 12, seus pais se divorciaram porque, “infelizmente, como na minha casa jogávamos a ouija todos os dias, havia bruxas todos os fins de semana, obviamente a família não durou”.
Tudo piorou porque, devido ao divórcio, a sua mãe deixou o lar da família.
“Lembro que eu tinha ódio da minha mãe. Pensava como poderia ser uma mãe que abandona os seus filhos. Não queria falar com ela”, contou Patrícia Sandoval.
Devido a essa crise familiar, a atual ativista pró-vida começou a ter um estilo de vida libertina, praticando o “sexo seguro”, que sua mãe aconselhou e que a levou a engravidar três vezes e a abortar todos os bebês.
Algum tempo depois, mudou-se e começou a trabalhar de enfermeira em uma clínica da transnacional abortista Planned Parenthood, no estado da Califórnia, onde testemunhou o sofrimento das mulheres que abortam e da mutilação das crianças no útero das mães.
Não conseguiu trabalhar nesse lugar e se refugiou nas drogas, perdeu tudo e “ficou jogada nas ruas durante três anos junto com o seu namorado, vivendo como vagabundos”.
“A minha família não sabia nada sobre mim, porque, como eu ia chegar perto deles se eu não tinha sucesso, nem beleza? Era totalmente um fracasso. Sentia pena de chegar perto da minha família”, contou.
Depois de ser abandonada pelo seu namorado e se sentir totalmente sozinha, Sandoval teve uma experiência de fé que lhe permitiu se aproximar de Deus e voltar para a casa da sua família.
Quando ela voltou, ficou surpresa, pois a sua mãe havia voltado e se convertido à fé católica. Além disso, contou que, enquanto havia vivido na rua por três anos, tinha rezado para que Patrícia voltasse para casa.
Em seguida, Sandoval comentou que a sua mãe disse que pela primeira vez na sua vida, ela não valia pelas coisas materiais nem pela sua aparência física: “A única razão pela qual você vale é porque Jesus derramou a última gota de sangue por você na cruz. Você vale o sangue de Cristo, essa é a tua identidade. Você é a princesa do Rei dos Reis e é a filha do altíssimo”, relatou.
A ativista pró-vida mexicana contou que a sua mãe pegou uma Bíblia e lhe disse: “Não importa o que o mundo diga sobre você. Importa o que Deus diz sobre você. As passagens da Bíblia são cartas de amor que o seu Pai escreveu para você”.
Sandoval contou que, depois do seu reencontro, a sua mãe começou a levá-la à Missa diariamente, rezava o terço e a aproximou do sacramento da reconciliação. Graças ao seu apoio, conseguiu se curar e voltar à fé.
“Acredito que pela misericórdia de Deus e pelas orações da minha mãe, o meu namorado nunca mais voltou (...). As orações de uma mãe vêm do mais profundo do seu ser e são as mais ouvidas por Deus”, assegurou Patrícia Sandoval.

De executiva de sucesso a religiosa de clausura, esta “vocação relâmpago” comove milhares


Roma, 20 Jun. 17 / 05:00 pm (ACI).- Nicoletta Falzoni era executiva de sucesso de uma multinacional, entretanto, em uma peregrinação mariana, descobriu que o Senhor a chamava para pedir que entregasse e Ele a sua vida através da vocação religiosa em um mosteiro de clausura.
“Diante do chamado de Deus se percebe um temor”, afirmou. “Como podemos com todos os nossos limites, nossas fraquezas, nossas infidelidades, estar a altura da vocação e ‘nos lançar por inteiro’?”, perguntou Nicoletta, que desde o dia 6 de maio tomou o nome de Irmã Maria Fides.
Em declarações ao semanário ‘L'Azione’, da Diocese de Vittorio Veneto (Itália), a religiosa afirma que o seu chamado pode se definir como uma “vocação relâmpago”.
Bem-sucedida gerente de marca da multinacional do tabaco Camel, Nicoletta estava acostumada ao mundo agitado dos negócios. Entretanto, em agosto de 2011 fez uma peregrinação a Medjugorje e, até a data que pediu entrar na Abadia Beneditina Mater Ecclesiae – na ilha italiana de San Julio –, passou um ano “pleno pelo crescente desejo de rezar, em comunhão com Maria e Jesus”.
Natural de Vazzola, Nicoletta realizou os seus votos perpétuos no dia 6 de maio, depois de cinco anos de noviciado. A cerimônia foi celebrada pela abadessa Madre Maria Canopi, de 86 anos, 44 dos quais é religiosa de clausura.
Em suas declarações a ‘L'Azione’, Irmã Maria Fides afirmou que “nos últimos anos compreendeu também que o Senhor não chama a fazer ou a não fazer, mas a ‘deixar-se fazer’, e aderir completamente à sua vontade, como fez Santa Teresa de Calcutá quando se definia como um simples lápis nas mãos do artista Divino. É Ele quem faz através de nós”.
“Reconheci – acrescentou – que através deste chamado o Senhor me ofereceu o tesouro escondido pelo qual vale a pena deixar o resto, a pérola preciosa diante da qual qualquer outro bem perde o valor”.
Nesse sentido, com a experiência que Nicoletta teve como mulher de negócios, assinalou que “estamos acostumados a planejar, a organizar e queremos ter tudo sob controle, ao contrário o Senhor nos pede para entregar-lhe toda a nossa vida sem possibilidade de ter algum salva-vidas ou um paraquedas”.
“O mundo nos oferece tanto: carreira, sucesso, riqueza, realização, autoafirmação, e tudo isso com certeza é muito atraente”. Entretanto, “o chamado de Deus está na direção contrária” e “nos convida e garante ‘Não tenham medo’ e a sua fidelidade dura para sempre”.
Durante a entrevista, Madre Maria Fides também assinalou que a sociedade de hoje “tem tanta necessidade de uma vida de oração e de silêncio”.
Nesse sentido, recordou a importância de “recuperar oração e recitação do Rosário, especialmente na família”. “Nada nos une mais do que rezar juntos e isso também pode ser uma ajuda para combater a falta de comunicação, devido ao uso cada vez mais frequente dos telefones, que sempre estão em nossas mãos, inclusive na mesa”, acrescentou.
A religiosa de clausura disse que na atual sociedade tecnológica, “pode ??transmitir em tempo real notícias que se difundem de um lado ao outro da Terra, mas sempre deixa mais espaço para uma realidade dramática: quanto mais as distâncias a nível mundial diminuem e os tempos se reduzem, mais cavam um abismo de solidões insondáveis”.
“Se é fácil estar ciente do que acontece no outro lado do mundo, torna-se paradoxalmente mais difícil estabelecer um verdadeiro diálogo com o vizinho da casa e entre os membros da mesma família”.
“Esta é a proximidade e a ajuda que com a nossa escolha podemos transmitir, segundo o que afirmam estas palavras de Jan Leclercq: ‘os monges têm este privilégio de continuar olhando para o céu. Eles sabem que não verão o Senhor: viverão na fé, mas permanecerão lá. A sua cruz será amar sem ver e, entretanto, sempre contemplar, de fixar o olhar unicamente em Deus, invisível e presente’”.
“Seu testemunho perante o mundo – escreveu Leclercq – será mostrar, com a sua própria existência, a direção para o lugar que é preciso olhar. O seu trabalho será apressar através da oração e do desejo, o cumprimento do Reino de Deus”.
Finalmente, a Irmã Maria Fides expressou que o seu desejo “é de não ter medo de dizer ‘sim’ a Jesus e citou as belíssimas palavras de São João Paulo II: ‘Não tenham medo, abram as portas de par em par a Cristo’”.

Terroristas leais ao Estado Islâmico profanam Eucaristia e destroem capela nas Filipinas

   MANILA, 23 Jun. 17 / 07:00 pm (ACI).- O grupo terrorista “Combatentes Islâmicos pela Liberdade de Bangsamoro”, leal ao Estado Islâmico, assaltou e destruiu na quinta-feira nas Filipinas uma capela católica e uma escola primária, onde tomaram 31 pessoas como reféns, entre elas 12 crianças, que foram libertadas.
Depois de mais de 10 horas de intensos combates, o exército filipino conseguiu vencer as forças terroristas e recuperar o controle da escola e da capela localizada em Pigcawayan, cidade da Arquidiocese de Cotabato, com uma população tanto cristã como muçulmana, que pertence à ilha de Mindanao.
Segundo informou um porta-voz militar, o ataque foi realizado por um grupo entre 50 e 100 terroristas que fugiram após o confronto com os militares filipinos.

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    O Arcebispo de Cotabato, Cardeal Orlando Quevedo, condenou o ataque dos Combatentes Islâmicos pela Liberdade de Bangsamoro e, especificamente, definiu como uma “profanação malvada” a destruição da capela.
“Como líder da Arquidiocese de Cotabato, condeno da maneira mais contundente possível a malvada profanação da capela católica de Malagakit, na Paróquia de Pigcawayan, e, especialmente, a profanação da Hóstia Sagrada”.
     O Cardeal pediu aos católicos locais que se comprometam na restauração da santidade da capela e pediu para rezar pela restauração da paz e da harmonia entre os crentes das diferentes religiões.
   O exército filipino está realizando há um mês uma campanha militar para derrotar e expulsar das suas posições os terroristas deste grupo leal ao Estado Islâmico que se tornou forte na cidade de Marawi.

Entretanto, até o momento não conseguiram atingir os seus objetivos.