domingo, 17 de junho de 2018

Aborto na Argentina: Igreja pede seguir lutando pela dignidade de toda vida humana

Buenos Aires, 14 Jun. 18 / 07:00 pm (ACI).- Os bispos da Argentina expressaram sua “dor” pela aprovação do projeto do aborto na Câmara dos Deputados na manhã de hoje; entretanto, incentivaram a “seguir lutando pela dignidade de toda vida humana”.
“Esta decisão causa uma profunda dor a todos os argentinos”, expressou em um comunicado a Comissão Executiva e a Comissão Episcopal de Leigos e Família da Conferência Episcopal Argentina (CEA) sobre a aprovação do projeto de lei do aborto, que passará agora ao Senado.
“Mas a dor pelo esquecimento e exclusão dos inocentes deve se transformar em força e esperança, para seguir lutando pela dignidade de toda vida humana”, exortaram.
Em seu comunicado, os bispos insistiram na necessidade de que “possa ​​haver diálogo” no que resta do debate no Senado, pois “a situação das mulheres ante uma gravidez inesperada, a exposição à pobreza, à marginalidade social e à violência de gênero, continuam sem resposta”.
Para os bispos, com esta aprovação, “simplesmente se soma outro trauma, o aborto. Continuamos chegando atrasados”.
Nesse sentido, indicaram que no Senado ainda existe a oportunidade de “buscar soluções novas e criativas a fim de que nenhuma mulher tenha que praticar um aborto”.
“Pode ser o lugar onde se elaborem projetos alternativos que possam responder às situações conflitivas, reconhecendo o valor de toda vida e o valor da consciência”, afirmaram.
Também advertiram que “viver o debate como uma batalha ideológica nos afasta da vida das pessoas concretas. Se somente buscamos impor a própria ideia ou interesse e silenciar outras vozes, continuamos reproduzindo a violência no tecido da nossa sociedade”.
Em seu comunicado, os bispos reconheceram as “fraquezas em nosso trabalho pastoral: a educação sexual integral em nossas instituições educacionais, o reconhecimento mais pleno da dignidade comum da mulher e do homem, e o acompanhamento às mulheres que estão expostas ao aborto ou que viveram este trauma”.
“Todos estes são alertas da realidade que pedem uma resposta da Igreja”, assinalaram.
Finalmente, agradeceram a todas as pessoas que expressaram as suas ideias no debate e a “honestidade e coragem de todos que, em diferentes âmbitos da sociedade, defenderam o valor de toda vida e, de modo particular, aos legisladores que manifestaram esta visão”.
“Com humildade e coragem, pretendemos seguir trabalhando no serviço e cuidado da vida”, sublinharam os bispos.
“Que Maria de Luján, que conheceu a incerteza de uma gravidez inesperada, interceda pelo povo argentino, especialmente por todas as mulheres que estão esperando um filho e por todos os meninos e meninas que estão no útero da sua mãe”, conclui o comunicado.

Inundações ameaçam gruta onde a Virgem de Lourdes apareceu na França

   LOURDES, 14 Jun. 18 / 10:00 am (ACI).- O aumento do nível do rio Gave por causa das chuvas afetou o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes (França), inundando a gruta onde a Virgem apareceu em 1858 e obrigando às autoridades a tomar medidas para evitar danos neste destino de milhões de peregrinos.
Em um comunicado divulgado em seu site, o santuário informou que o rio Gave, em cuja margem se encontra a gruta, transbordou por volta das 3h de 13 de junho.
“A inundação está atualmente circunscrita a área da cova (jardim de fontes e piscinas), assim como na margem direita nas capelas da luz”, indicou. O santuário assinalou que “a situação está estável neste momento” e que foram tomadas medidas de segurança para proteger a sacristia e a igreja de Santa Bernardette.
Nesse sentido, informou que não cancelaram nenhuma peregrinação e que “as Basílicas de Nossa Senhora do Rosário e da Imaculada Conceição estão abertas normalmente”. Entretanto, “o acesso à gruta, às piscinas e às capelas da luz não é possível neste momento”.
Após assinalar que esta inundação “seria muito mais baixa do que a de 2013”, o santuário indicou que a informação irá sendo atualizada conforme a evolução da situação.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A emocionante conversão ao catolicismo de um pastor protestante e de quase toda sua igreja

Todos amamos as histórias de conversão ao catolicismo! Nos ajudam a conhecer e valorizar mais nossa fé. Muitos conhecemos os testemunhos como os de Scott Hahnque encontraram a plena revelação da verdade na Igreja Católica, mas já imaginou um pastor e quase toda sua congregação se convertendo?
Estamos seguros que amarão este testemunho como nós amamos.

Alex C. Jones

Esta é a história de Alex C. Jones, um homem nascido em 1914 e que em um momento de sua vida decidiu congregar-se em uma igreja Pentecostal e posteriormente chegou a ser pastor de sua própria congregação em Detroit, a igreja Maranatha.






Captura de Youtube: La Conversion de Alex Jones
Naquele tempo, ele não se definia como um homem anticatólico; era apenas indiferente. O que lhe parecia era que os católicos amavam a Deus, mas que tinham práticas estranhas como fazer o sinal da cruz ou inclinar-se muitas vezes durante seus cultos.

O começo de sua conversão ao catolicismo

Mas tudo mudou no ano de 1998. Enquanto se encontrava pregando sobre a primeira carta de São Paulo à Timóteo, em sua Igreja em Detroit, teve uma ideia que mudaria sua vida completamente. Alex achou que seria genial se tivesse em sua igreja um culto ao estilo Novo Testamento. “Eu só queria ser criativo e inovador”, comentou Alex C. Jones.
Logo depois de ter a aprovação de sua congregação, ele fez a promessa de que estudaria com profundidade o culto do Novo Testamento e que o realizaria em um prazo de 30 dias: “Vamos fazer como faziam os primeiros cristãos!”.

Nesse tempo ele estudou os Padres da Igrejas e se chocou com um cristianismo muito diferente ao que conhecia e vivia. Aquela Igreja primitiva não era a mesma que ele tinha. Essa Igreja dos primeiros apóstolos era litúrgica, com um sitema de adoração prescrita e seguida de maneira uniforme. Descobriu que a pregação não era o aspecto central de suas reuniões e nem as experiências com o Espírito Santo, e sim a Eucaristia. Imaginem quão estranho foi para um pastor pentecostal descobrir isso?
Sua surpresa foi maior quando descobriu que aqueles primeiros cristãos também afirmavam que naquela Eucaristia estava realmente o Corpo e o Sangue de Jesus. O pastor Alex simplesmente não conseguia acreditar! Porque até então ele achava que tudo isso era uma invenção católica na Idade Média.
Junto a maravilhosa realidade da Eucaristia, naqueles 30 dias também descobriu que a Igreja do Novo Testamento também era hierárquica (formada por diáconos, presbíteros e bispos), que honravam a Tradição apostólica tanto quanto as Sagradas Escrituras e consideram o batismo como necessário para a salvação. Todas as verdades que não pregava em sua congregação. E isso o fez se sentir em “apuros”. O que fazer com tudo o que havia descoberto? Já tinha prometido um culto como o dos primeiros cristãos e o grande dia se aproximava!

A reação de seu rebanho

Captura de Youtube: La Conversion de Alex Jones
Chegado o dia do culto que havia prometido, tentou fazer algo parecido com o que havia aprendido, uma tentativa de Missa com “eucaristia” incluída. Dividiu assim o culto dominical em liturgia da palavra e liturgia Eucarística. Como era esperado, muitos começaram a abandonar sua Igreja acusando-lhe de ser “muito católico”, embora naquele momento não pensasse em converter-se. Só estava aplicando o que tinha aprendido e estava tratando de “ressuscitar” a Igreja dos Apóstolos.
No entanto, outros membros de sua congregação achavam as explicações que Alex dava muito interessantes e logo a maioria se deu conta de que Deus as chamava para a Igreja Católica. E no ano de 2001 fizeram uma votação em que 39 pessoas votaram a favor e 19 contra a opção de converter-se ao catolicismo. Em 10 de setembro do mesmo ano, todos os que estiveram à favor , junto a Alex, começaram a receber catequese na Igreja Católica de Santa Susana, em Detroit, e foram aceitos todos formalmente como fiéis católicos.
Outro dado interessante é que Alex C. Jones sentiu em seu coração o desejo de ser sacerdote, mas em obediência as normas da Igreja, por já ser casado e ter filhos, aceitou o diaconato, trabalho que desenvolveu até seu falecimento em 14 de janeiro.
Fonte: https://pt.churchpop.com

sábado, 17 de março de 2018

Três ex-satanistas regressam à Igreja Católica e contam sua história

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Mar. 18 / 05:00 pm (ACI).- Neste artigo, há histórias de três católicos, ex-satanistas, que agora compartilham suas vidas em vários fóruns católicos públicos depois de se tornarem palestrantes e escritores.
O ‘National Catholic Register’ apresenta a vida de Deborah Lipsky, David Arias e Zachary King, pessoas que no passado viveram no secretismo, satisfazendo as suas paixões e zombando de tudo o que é cristão, especialmente católico.
1. Deborah Lipsky
É autora de ‘A Message of Hope: Confessions of a Ex-Satanist’ (Uma mensagem de esperança: Confissões de um ex-satanista).
Deborah nasceu em Massachusetts, envolveu-se com o satanismo quando era adolescente e voltou para a Igreja Católica em 2009.
“Você ficaria surpreendido ao descobrir que os cidadãos aparentemente respeitáveis ??na tua comunidade são membros de clãs satânicos, pois são pessoas que conhece na rua: são médicos, advogados e chefes indígenas”, contou ao jornalista do ‘Register’, Jim Graves.
Deborah é autista, o que a levou a se isolar quando era criança. Ela frequentou escolas católicas durante 4 anos. O rechaço e abuso de outras crianças a levou a se comportar mal na sala de aula, o que a afastava das religiosas que administravam a escola “e sugeriram que eu merecia o tratamento que recebia”, disse.
“Eu estava com raiva das religiosas, então, como uma brincadeira e para compensar-me, comecei a frequentar a escola com o pentagrama. Eu também o desenhava nas minhas tarefas. Elas me pediram que deixasse de frequentar a escola. Agora, estes foram os dias prévios à Internet, então comecei a ler sobre o satanismo nos livros e logo depois comecei a falar com os satanistas”, relatou Deborah.
Mais tarde, ela se uniu a um culto satânico, mas o abandonou por causa da vulgaridade das suas missas negras. Recordou: “É a depravação na sua pior forma. O satanismo se trata da indulgência e da destruição da Igreja e da moralidade tradicional”.
Deborah continuou: “Você se sentiria desconfortável ao meu redor, pois eu poderia ter olhado para você com ódio e me considerava muito manipuladora. Você se surpreenderia que muito nova acumulasse uma riqueza enorme, embora trabalhasse a metade do tempo”.
As pessoas convidam o demoníaco às suas vidas através de “portais”, disse e acrescentou que isso pode ser feito através de “tabuleiros de Ouija, um psíquico, participar de uma sessão ou tentando comunicar-se com fantasmas”.
“Também podemos convidá-los quando nos deixamos levar pela ira e nos recusamos a perdoar. Os demônios têm a capacidade de alterar os nossos pensamentos e nos levar aos vícios”, acrescentou.
Por outro lado, disse que os demônios a aterrorizavam.
“Eles vieram pegar a minha alma ou queriam uma possessão total. Tive um sonho no qual um anjo veio me salvar. Levantei-me no dia seguinte e decidi: ‘Eu vou ser católica novamente’”, assegurou.
Um dia, Deborah rezou e disse: “‘Deus, eu não sei se você existe, mas se você existe, envia-me uma religiosa que me leve de volta à Igreja Católica’. Alguns meses depois isso aconteceu. Nossa Senhora me apresentou alguns sacerdotes com experiência em lidar com o demônio, entre eles havia um sacerdote que vivia em Maine. E voltei para a Igreja Católica. Eu amo a Igreja e dediquei a minha vida a Ela”.
Atualmente Deborah encoraja os fiéis a terem uma vida ativa na Igreja Católica, a irem à Missa, a se confessarem regularmente e a usarem sacramentais, especialmente a água benta.
Também recomenda que os fiéis tenham cuidado com os seus hobbies e entretenimentos.
“O estilo de vida com bebidas, festas e farras pode dar uma oportunidade para que o diabo entre. Também recomendo que as pessoas evitem os filmes de assassinato”, acrescentou.
2. David Arias
Ele nasceu na Cidade do México e chegou à Califórnia aos 16 anos. David cresceu, segundo descreveu, em uma família “culturalmente católica”, mas muitas vezes discutia com a sua família, pois ele se descreveu como um “perturbador”.
Os amigos do ensino médio mostraram para ele o jogo da Ouija e o convidaram a usá-lo em um cemitério. O grupo o levou a festas clandestinas, que incluíam a promiscuidade e o uso de drogas e álcool. Logo depois, foi convidado a fazer parte do que chamou “a igreja de Satanás”.
David disse que no seu grupo tinha pessoas de todas as idades (ele tinha 16 anos e era um dos mais jovens) e etnias. Muitos eram “góticos”, pessoas que se vestem de preto e pintam os cabelos, os lábios e os olhos de preto. Outros pareciam autoridades ??e eram médicos, advogados e engenheiros.
O grupo teve cuidado de evitar a polícia e ameaçou matar qualquer membro que publicasse as suas experiências.
Depois de quatro anos participando do culto, David “sentiu um vazio” interior e voltou para Deus e para a sua fé católica. Desde então, casou-se, teve filhos e participou ativamente da sua paróquia, compartilhando a história do seu passado, especialmente na comunidade hispânica.
Aconselhou os pais a vigiar os seus filhos, pois hoje as crianças “têm acesso facilmente a muitas coisas prejudiciais”.
Além disso, recomendou participar sempre da Missa, procurar a confissão e rezar o terço.
“O terço é poderoso. Quando alguém reza o terço, o mal fica irritado!”, expressou.
3. Zachary King
É um ex-satanista que atualmente é um pregador católico do apostolado “Ministério de Todos os Santos”.
Uniu-se a um grupo satânico quando era adolescente, atraído pelas atividades que achava divertidas.
“Queriam que as pessoas continuassem voltando. Tinham máquinas de pinball e videogames que podíamos jogar, havia um lago na propriedade onde podíamos nadar e pescar, e um lugar para fazer churrascos. Havia muita comida, festas e podíamos assistir filmes”, explicou.
Também havia drogas e pornografia. A pornografia, de fato, “tem um papel muito importante no satanismo”, afirmou.
Aos 33 anos, ele se afastou deste grupo. A sua conversão ao catolicismo começou em 2008, quando uma mulher lhe deu uma Medalha Milagrosa.
Hoje, adverte aos pais que evitem expor os seus filhos ao demoníaco. Isso inclui evitar o jogo da Ouija e jogos como Charlie Charlie.
Embora lamente a sua participação no satanismo, confessou os seus pecados e já não se culpa.
“Eu queria ser católico desde que eu era criança e teria desejado ser sacerdote o mais rápido possível. Mas, Deus me permitiu viver estas experiências. Ele quer que eu diga a todos: não façam isso”, concluiu.

terça-feira, 6 de março de 2018

Nem hormônios nem cirurgia mudam o sexo: “Ser homem ou mulher é algo inato”

MADRI, 27 Fev. 18 / 05:00 pm (ACI).- No marco do Congresso Internacional sobre Gênero, Sexo e Educação, diversos especialistas se reuniram em Madri, Espanha, para desmentir os postulados da ideologia de gênero. Entre eles estavam o politólogo argentino Agustín Laje, o ex-transexual Walt Hayar e a pediatra Michelle Cretella, presidente do Colégio Americano de Pediatras.
No evento, realizado em 23 de fevereiro, foi lida a declaração de Madri pela Compreensão, o respeito e a liberdade à qual se aderiram 50 associações e na qual são defendidos os direitos frente ao “engano do gênero”.
“Queremos defender o direito das crianças a não serem manipuladas pela ideologia de gênero, o direito dos pais de educar seus filhos em liberdade e o direito e responsabilidade dos cientistas de poder trabalhar e expor seus estudos sem sofrer coações de leis de mordaça, simplesmente por fazer seu trabalho que consiste em buscar a verdade”.
Também declararam que, “em nome da liberdade, está se eliminando a liberdade. Com o pretexto de promover a igualdade e o respeito pela diversidade, tanto o sofrimento real de muitas pessoas como a sensibilidade da população são aproveitados pelos ativistas da ideologia de gênero para violar os direitos e liberdades fundamentais”.
Além disso, denunciaram que a “estratégia da ideologia de gênero inclui o engano e a coação”.
A pediatra Michelle Cretella, presidente do Colégio Americano de Pediatras, assegurou que as “escolas devem evitar a ideologia transgênero, porque é contrária à ciência e prejudicial para todas as crianças”.
“Os hábitos sociais não mudam o sexo. Os hormônios não mudam o sexo. A cirurgia não muda o sexo. Ser homem ou mulher é algo inato e imutável”, destacou a pediatra.
O ex-transexual Walt Heyer participou do congresso e assegurou que, em seu caso, mudou de sexo porque, a partir do coletivo LGBT, “me disseram que era a solução, mas não me falaram das consequências”.
“Percebi que quem não se sente cômodo com seu sexo é porque há algo por trás de tudo isso e precisa ser capaz de saber o que é, por que se sente assim, qual é a razão profunda... Porque mudar de sexo não vai resolver esse conflito”, assegurou.
Por sua parte, Glenn Stanton, diretor de ‘Enfoque a la familia’ (Foque a família), assegurou que “a teoria de gênero não é científica e está cheia de contradições”.
Stanton também afirmou que o fato de a ideologia de gênero ser uma mentira “não quer dizer que seus seguidores sejam mentirosos, mas que estão enganados”.
O doutor Paul Hruz explicou que, entre as pessoas que decidem mudar de sexo, há um índice “de mais de 90% de tendência ao suicídio do que no resto da população”, também em países onde existe uma grande aceitação do coletivo transexual.
Hruz é especialista em Endocrinologia Pediátrica e membro do Programa de Atenção Multidisciplinar de Transtornos do Desenvolvimento Sexual da Universidade de Washington, em Saint Louis (Estados Unidos).
Dr. Hruz destacou que “cada célula do corpo está geneticamente determinada pelo sexo. Por isso, a única coisa que se pode mudar é a aparência, mas não o sexo”.

Qual é a diferença entre um monsenhor, um bispo e um cardeal?

REDAÇÃO CENTRAL, 05 Mar. 18 / 04:00 pm (ACI).- Embora monsenhores, bispos e cardeais usem uma batina com cores relacionadas ao seu cargo, nem sempre a maioria dos católicos consegue diferenciá-los.
A seguir, confira um guia rápido de ‘BeeCatholic’ para identificar cada cor e o seu simbolismo.
1. Monsenhor
Durante muitos séculos, o Papa costumava conceder títulos honoríficos aos sacerdotes dentro da sua Casa Pontifícia. O título foi usado ao longo dos anos e logo foi dado a sacerdotes fora de Roma com a recomendação de um bispo; entretanto, recentemente foi limitado pelo Papa Francisco, voltando à prática anterior.
Alguns sacerdotes que têm o título de monsenhor não necessariamente são bispos.
Ao ser membros da Casa Pontifícia, os monsenhores vestem a cor púrpura (que está mais próximo do magenta), uma batina com botões, uma faixa e geralmente não tem um solidéu ou uma cruz peitoral que os distingue de bispos e cardeais.
A cor púrpura está ligada à tradição no Império Romano para vestir novos dignitários com um manto púrpura. Na heráldica medieval, esta cor simbolizava a justiça, a majestade real e a soberania.
2. Bispo
Na maior parte da história da Igreja, o verde era a cor dos bispos. Esta cor ainda pode ser vista no brasão tradicional que cada bispo escolhe quando é eleito. Entretanto, no século XVI, a cor foi mudada para “vermelho amaranto”, chamada assim fazendo referência à cor da flor do amaranto. Parece a cor fúcsia.
Como tem uma cor semelhante à púrpura, tem um valor simbólico que está relacionado à tarefa do bispo de governar a diocese local.
Além disso, os bispos se identificam ao usar a mesma cor no solidéu e têm uma cruz peitoral.
3. Cardeal
O nome técnico da cor utilizada pelos cardeais é “escarlate”. Esta cor os diferencia como membros do Colégio Cardinalício e como “príncipes” da Igreja.
Quando o Papa coloca o barrete (um chapéu com 3 ou 4 pontas que faz parte da vestimenta litúrgica) na cabeça do cardeal, ele diz: “(Isto é) Escarlate, como sinal da dignidade do Cardinalato, o que significa a sua disposição para agir com coragem, e mesmo para derramar o seu sangue, em prol do aumento da Fé Cristã, da paz e tranquilidade do povo de Deus, e da liberdade e exaltação da Santa Igreja Romana”.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Papa adverte a não substituir as leituras da Missa por textos não bíblicos

O Papa Francisco rejeitou a possibilidade de que na Missa se substitua as leituras do dia por textos não bíblicos e advertiu que se trata de uma prática proibida, porque “empobrece e compromete o diálogo entre Deus e seu povo em oração”.
O Santo Padre, depois de ter falado em catequeses anteriores dos ritos de início da Missa, refletiu na Audiência Geral desta quarta-feira, 31 de janeiro, sobre a Liturgia da Palavra, “uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós”.
Em seu ensinamento, assinalou que “a proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial, acompanhando o caminho de todos e de cada um de nós”.
Por este motivo, determinadas decisões subjetivas que alteram a Liturgia da Palavra, “como a omissão de leituras e a sua substituição por textos não bíblicos são proibidas: isto de fato empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração”.
Pelo contrário, “a dignidade do ambão e o uso do lecionário, a disponibilidade de bons leitores e salmistas, um clima de silêncio, favorecem a experiência do diálogo entre Deus e a comunidade de crentes”.
Nesse sentido, destacou a importância de que aqueles que leiam as leituras na Missa, o façam bem: “Procurem bons leitores, aqueles que saibam ler, não aqueles que leem e não se entende nada. Devem se preparar e ensaiar antes da Missa para ler bem”.
Além disso, Francisco destacou “a importância do Salmo responsorial, cuja função é facilitar a meditação do que escutamos na leitura que o precede. É bom que o Salmo seja valorizado com o canto, ao menos do refrão”.
O Pontífice insistiu na importância que a Liturgia da Palavra tem na Missa: “Na Liturgia da Palavra, as páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada pelo próprio Deus que, aqui e agora, nos interpela a escutar com fé”.
“O Espírito – explicou – que falou por meio dos profetas e que inspirou os autores sagrados, faz com que a Palavra de Deus funcione realmente no coração, o que favorece que ressoe nos ouvidos. Para receber a Palavra de Deus, é preciso ter o coração aberto”.
Por isso, “é muito importante escutar. Algumas vezes não entendemos bem porque existem algumas leituras um pouco difíceis. Mas Deus nos fala o mesmo em outro modo: em silêncio e ouvir a Palavra de Deus. Não esqueçam isto. Na Missa, quando começam as leituras, ouçamos a Palavra de Deus”.
“Deus fala e nós escutamos para depois colocar em prática tudo o que escutamos”, afirmou.
“Temos necessidade de escutá-lo! É de fato uma questão de vida, como bem recorda a incisiva expressão ‘nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus’”.
Esse é o motivo pelo qual “falamos da Liturgia da Palavra como da ‘mesa’ que o Senhor prepara para alimentar a nossa vida espiritual”.
O Papa insistiu que, enquanto se lê a Palavra, é preciso permanecer atentos e não se distrair. “Quantas vezes, enquanto se lê a Palavra de Deus, comenta-se ‘olha aquele lá, olha aquela lá’… e assim começam a fazer comentário. Deve-se fazer comentários enquanto se lê a Palavra de Deus? Não, porque se você está conversando com as pessoas, não ouve a Palavra de Deus. Quando se lê a Palavra de Deus na Bíblia, a Primeira Leitura, a Segunda, o Salmo responsorial, o Evangelho, devemos ouvir e abrir o coração, porque é Deus mesmo que nos fala, e não pensar em outras coisas ou falar de outras coisas”.
O Santo Padre finalizou sua catequese afirmando que na Liturgia da Palavra, o Espírito Santo age e, para que essa ação se torne eficaz, “são necessários corações que se deixem trabalhar e cultivar”.
Por ACI Digital